De volta ao bom e velho Emacs
Ou como os editores modernos matam a produtividade
Depois de um bom tempo usando VSCode e depois o Cursor, eis que volto para o bom e velho Emacs. E aqui está um pouco do porque estou voltando às origens.
Experiência Plena
Para ter uma experiência completa no VSCode e Cursor, não usei os atalhos de teclado do Emacs. Eu queria me tornar fluente nos novos editores de texto que eu havia selecionado. Criei templates, fiz customizações e tentei usar os editores da forma mais plena possível.
Os pontos altos: o auto-complete, o agente logo ali na ponta dos dedos. Os pontos baixos: principalmente no Cursor, o acionamento da IA com TAB me causou mais problemas do que resolveu meus problemas. Pelo hábito de usar o TAB para formatar o código, acabava apagando código que havia acabado de escrever pois a IA decidia o que sugerir. Como o TAB é usado tanto para formatar quanto para aceitar as sugestões da IA, o fluxo fica confuso e, no fim, passava mais tempo brigando com a IA do que colhendo os benefícios dela.
O VSCode tem um suporte espetacular a devcontainers. O suporte do Cursor é, no máximo, meia-boca. O Antigravity tem um suporte simplesmente péssimo. Como eu uso dev containers e isso é parte essencial do meu fluxo de trabalho, acabei abandonando o Cursor e o Antigravity por este motivo.
O que me fez abandonar o Cursor foi:
- Instável. Não era incomum travar, ou levar o meu PC a 100% de processamento (meu PC é um i7 com 32GB de RAM).
- Não consegue se atualizar sozinho pois não consegue sobrescrever o arquivo Cursor.exe. O motivo é simples: ele não termina a execução do Cursor antes de atualizar, o que faz com que o arquivo não possa ser reescrito. No Windows, os arquivos são sempre abertos em modo exclusivo por padrão.
- O fluxo de trabalho com a IA é confuso e muito intrusivo. Ao contrário de entregar produtividade, entrega confusão.
Assim, voltei a usar o VSCode. Para não ficar sem o meu agente, comecei a usar o Antigrativy CLI ao invés de usar o Cursor em modo agente puro. O fato é que já pago por isso no Google Workspace e tenho acesso aos modelos que eu já usava no Cursor.
A Volta ao Emacs
Bom, comecei a sentir falta do foco que só o Emacs oferece: por ser um editor de textos simples, você faz tudo sem tirar a mão do teclado. O engraçado é que isso força um foco que não consigo ter em outros editores de texto. O suporte a devcontainers é igualmente bom no Emacs e dá para rodar agentes sem susto. Sempre fui mais produtivo nele, e por isso resolvi voltar às origens.
Sinto falta do Org Mode, um negócio sensacional para tomar notas no Emacs. Os modos para Graphviz e mesmo para as linguagens que eu uso são muito maduros e estáveis. E nunca tive problemas de travamento, excesso de uso d CPU ou coisa parecida usando o Emacs. E o melhor: a experiência em modo texto é praticamente igual à do modo gráfico.
Volta ao Linux
E sim, estou considerando voltar ao bom e velho Debian. Cansei do Windows. Apesar de uma série de facilidades, como o Powershell, cansei do sistema. Este texto foi escrito em uma máquina com 16GB de RAM e um processador Ryzen 3. A máquina roda Debian 13.6 de forma lisa, sem travamento, sem excesso de consumo de recursos.
Eu cansei do Windows 11. Estou começando a construir um novo desktop, poderoso, que vai rodar Debian. Porque Debian? Porque eu gosto da distro, sempre gostei. É a minha segunda distro favorita. Eu só não volto para o Slackware por conta do suporte do Steam Proton, que funciona muito bem no Arch Linux e distribuições baseadas no Debian (Ubuntu, estou falando de você).